domingo, 15 de setembro de 2013

Quando as palavras dos outros se tornam nossas

Ça ne prévient pas quand ça arrive
Ça vient de loin
Ça c'est promené de rive en rive
La gueule en coin
Et puis un matin, au réveil
C'est presque rien
Mais c'est là, ça vous ensommeille
Au creux des reins

Le mal de vivre
Le mal de vivre
Qu'il faut bien vivre
Vaille que vivre

On peut le mettre en bandoulière
Ou comme un bijou à la main
Comme une fleur en boutonnière
Ou juste à la pointe du sein
C'est pas forcément la misère
C'est pas Valmy, c'est pas Verdun
Mais c'est des larmes aux paupières
Au jour qui meurt, au jour qui vient

Le mal de vivre
Le mal de vivre
Qu'il faut bien vivre
Vaille que vivre

Qu'on soit de Rome ou d'Amérique
Qu'on soit de Londres ou de Pékin
Qu'on soit d'Egypte ou bien d'Afrique
Ou de la porte Saint-Martin
On fait tous la même prière
On fait tous le même chemin
Qu'il est long lorsqu'il faut le faire
Avec son mal au creux des reins

Ils ont beau vouloir nous comprendre
Ceux qui nous viennent les mains nues
Nous ne voulons plus les entendre
On ne peut pas, on n'en peut plus
Et tous seuls dans le silence
D'une nuit qui n'en finit plus
Voilà que soudain on y pense
A ceux qui n'en sont pas revenus

Du mal de vivre
Leur mal de vivre
Qu'ils devaient vivre
Vaille que vivre

Et sans prévenir, ça arrive
Ça vient de loin
Ça c'est promené de rive en rive
Le rire en coin
Et puis un matin, au réveil
C'est presque rien
Mais c'est là, ça vous émerveille
Au creux des reins

La joie de vivre
La joie de vivre
Oh, viens la vivre
Ta joie de vivre
 


 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Subtextos

Lembro-me muito pouco do meu 1º dia de escola.
Na memória só ficou registada a viagem casa - escola, no táxi do pai, em pé no banco de trás e de mochila às costas. Recordo-me do frenesim que me deixava irrequieta.
Primária... Ciclo... Liceu... Universidade...
Complexo de inferioridade... a consciência de que tinha sido dotada de neurónios que funcionavam bem se eu o quisesse... o aprofundar de amizades... o grito de liberdade...
Comum a todos eles: o passar à primeira cada ano, o empenho, a vontade de ser boa aluna, de ser um orgulho para os pais, a colega porreira, a discrição no comportamento.
Da escola, o que mais me marcou não foram as matérias dadas. O devido valor a muitas só foi reconhecido já em fase adulta. O que mais me marcou foi todo um mundo paralelo à aprendizagem: a vontade do conhecimento, de estar atenta e aberta ao mundo, a capacidade adquirida de algum discernimento, as amizades criadas e mantidas ao longo dos anos, os bons momentos daí gerados.
Os maus momentos ajudaram a temperar e a saborear os bons.
O tempo da universidade foi o meu preferido. Estudar numa cidade fora foi... o grito de liberdade... e um conhecimento aprofundado da minha pessoa, o rasgar de amarras a todos os níveis, a descoberta de forças interiores que eu desconhecia.

O pequeninotes da família, no dia 16 de Setembro começa o 1º dia de uma labuta de pelo menos 12 anos.
Que aprenda o a,e,i,o,u do companheirismo, da rectidão, do valor do trabalho; que aprenda a multiplicar e a dividir vitórias, a subtrair o supérfluo e as derrotas, a somar amizades e amores.
E que se divirta... muito... que faça noitadas, directas, que apanhe muitas borracheiras e que cante Quim Barreiros à desgarrada.
Que viva!
Benvindo à escola, Afonso!



segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Zonas de (des)conforto

"Sandra, imagine que vai trabalhar para longe e terá de dizer ao seu namorado que se irá separar dele. Sabe que é uma situação com a qual ele não concordará. Convença-o de que será o melhor para a vossa relação. Improvise."

Assim começou um dos momentos que se viria a revelar antológico na minha vida.
A nossa vida é repleta destes momentos, que seriam iguais a tantos outros, mas que afinal marcam a diferença, o pulo, a coragem, o desconforto. Pouca coisa válida acontece na nossa zona de conforto.
Até na dança todo o movimento é muito mais bonito quando saindo dessa zona. Ir sempre mais além.

Isto a propósito de desafios que nos lançam ou que lançamos a nós próprios. E que nos fazem balançar: conseguirei?; serei capaz?; não me vou expor em demasia?;
E quando seguimos em frente, mesmo não conseguindo os resultados desejados, de uma maneira geral não nos arrependemos.
Assim foi quando:
* Optei pelo meu curso de turismo. Grande luta cá em casa.

* Enfrentei a minha imensa timidez e objecção familiar e resolvi fazer um pequeno curso de formação teatral. Que grande vitória sobre mim foram aqueles meses, com uma boa classificação final e o melhor dos bónus: uma amizade para a vida.

* Preparava a cena da peça final do curso de teatro. Nem constava do guião e transformou-se numa das cenas mais apreciadas da peça.

* Decidi entrar em dança. Tantas Sandras foram surgindo. Tantas amizades nasceram.

* Quando mudei de emprego e regressei a Aveiro.

* Me apaixonei e me deixei ir (tão aventureiramente em alguns casos), sempre acreditando no Amor.

Dentro de pouco tempo estarei de novo em palco. E ainda que todos os anos conviva com ele,  desta vez sinto-o como o meu próximo grande desafio. E deste desafio outros surgiram. Obriga-me a ir às minhas entranhas. Não é uma imagem bonita, mas sinto-o assim. E tenho de dançá-lo assim.
Porque também surge de um voto de confiança.
E a confiança que depositam em nós é sempre um desafio tremendo.

sábado, 17 de agosto de 2013

Aventuras Escritas

Este blogue, ele próprio, é uma aventura.
Nem sei se sobreviverá.
Não será um relato de aventuras, de coisas e situações aventureiras, fora do comum.
É o próprio acto de escrever que será uma aventura... porque não tenho a certeza de nada, nem se o que escrevo valerá alguma coisa.
Apesar de todas estas dúvidas, espero que seja agradável à leitura.
Ninguém cria nada sem a expectativa da estima dos outros.